Quebrei meu dente… E agora?

Quebrei meu dente... E agoraA fratura dentária é um acidente que ocorre com certa frequência tanto nos dentes da frente como nos posteriores. O traumatismo bucodental é um sério problema de saúde que pode acarretar dor, perda de estética e de função, além de problemas psicológicos, tanto para adultos como para crianças.

Essas fraturas são causadas principalmente por traumatismos durante a prática de esportes, acidentes automobilísticos ou devidos à violência, mas também podem estar associadas ao enfraquecimento da estrutura do dentre em decorrência de cárie, restaurações extensas ou tratamento de canal.

A localização, a complexidade da fratura e o tempo decorrido entre o traumatismo e o primeiro atendimento odontológico são fatores que determinam a possibilidade de resultados melhores ou piores do tratamento a ser realizado.

Quando o trauma não está associado à dor, ao sangramento, ao deslocamento ou à perda dentária, a demora pela procura de atendimento especializado pode aumentar o risco de complicações posteriormente e levar à perda do dente.

A conduta clínica e o tipo de tratamento vão depender da severidade da fratura e do dente acometido. As condições gerais de saúde do paciente no momento do atendimento também são determinantes para a definição dos procedimentos a serem realizados.

Quando a fratura envolve somente parte da coroa dental, a porção que saiu pode ser “colada” no dente, ou este pode ser restaurado com resina composta ou fragmento de cerâmica. Nas fraturas maiores, quando a polpa dental é exposta, o tratamento de canal torna-se necessário. Fraturas ainda mais extensas podem indicar a confecção de uma coroa total dentária.

Já para as fraturas que condenam o dente à sua remoção, existe a necessidade de substitui-lo por implante dentário.  Nestes casos, muitas vezes, na mesma sessão que a raiz é removida e possível instalar o implante e realizar uma coroa provisória, proporcionando alívio ao paciente, evitando que ele fique sem dente, por algum tempo, após a extração.

Existem protetores bucais para os jovens e adultos esportistas, que ajudam a prevenir os traumas durante a prática de suas atividades. Além disso, a conscientização de não abrir garrafas com os dentes e evitar morder objetos muito duros são cuidados que devem ser evitados.

As consequências de fraturas em crianças são graves quando os dentes atingidos são permanentes. Eles devem, após o tratamento, ser acompanhados clínica e radiograficamente com frequência.  Mesmo que o trauma envolva somente dentes “de leite”, esse acompanhamento deve ser realizado para avaliar o envolvimento ou não dos germes dos permanentes.

Qualquer trauma dental requer uma avaliação odontológica minuciosa, pois fraturas podem ocorrer também na raiz do dente e não serem notadas, a menos que sejam realizados exames específicos (radiografias, tomografias).

Fontes:

http://www.diarioweb.com.br/novoportal/noticias/saude/126736

http://www.isaudebahia.com.br/noticias/detalhe/noticia/dentes-quebrados-o-que-fazer/

http://www.ident.com.br/dra.rosana/artigo/9413-fraturas-dentarias

Dr. Alexandre Vieira Fernandes – CRO-MG: 12.398.

Mestre em Estomatologia

Mestre e doutor em Cirurgia e traumatologia bucomaxilofacial

Responsável técnico da Primer Odontocenter.

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Sobre Coluna Saúde Bucal

Dr. Alexandre Vieira Fernandes graduou-se em Odontologia pela Universidade Federal de Uberlândia em dezembro de 1985. É mestre e doutor em Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial e mestre em Estomatologia pela UNESP - Araçatuba. Atuou como pesquisador pelo CNPq na área de CTBMF e como professor do curso de Odontologia da Universidade Federal de Uberlândia. Atualmente é docente de Cirurgia e Traumatologia Buco-maxilo-facial do Curso de Odontologia da UNITRI. Diretor presidente da Primer Odontocenter - www.primerodontocenter.com.br

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