A geração Y e a (in)satisfação no trabalho

Parece-me cada vez mais frequente ouvir amigos dizendo como estão insatisfeitos com seu trabalho. Qual é o problema de nossa geração? Por que não encontramos mais a alegria de trabalhar em grandes empresas, por que não sonhamos mais em ser diretores a qualquer preço?

Para enriquecer este tema tão atual, participei de uma palestra muito interessante da Eline Kullock, CEO do Grupo Foco, sobre o tema Recrutamento, Remuneração e Liderança, em que ela falou sobre as tendências comportamentais da chamada “Geração Y” e os desafios que apareceram para os líderes dessas pessoas.

Dentre as características dessa geração foram relatadas a necessidade de prazer na vida pessoal e no trabalho, esses jovens buscam um propósito no trabalho e buscam trabalhar no que gostam; a mudança no processo de educação, com um aprendizado acontecendo por tentativa e erro e com os pares e não mais seguindo a hierarquia de que os mais velhos ensinam os mais novos; o contínuo aprendizado da tecnologia, a conectividade e informatização das atividades e processos tornam a tecnologia quase que uma extensão do corpo da Geração Y; a baixa resistência à frustração – são ansiosos e querem crescimento rápido; a diminuição do tempo de concentração, devido às variadas demandas das redes sociais, contatos, interações e informações que tentam a atenção desses jovens; a tomada de decisão mais rápida, às vezes impulsiva; e o desejo de um mundo mais customizado, onde regras gerais não são mais bem aceitas e o que vale é aquilo que faz sentido para o indivíduo.

Você se identificou com algumas delas?

Eu, particularmente, me considero da Geração Y. Saí do meu último emprego, onde era empregada na área de RH por um motivo – sonhava em trabalhar com consultoria e coaching.

Hoje sou autônoma, tenho horários flexíveis, faço home office, interajo constantemente por meios virtuais, através das redes sociais, celular, mensagens, e, agora, via coluna no Uipi.

Procuro persistentemente encontrar um propósito e prazer em meu trabalho. Dentre as diversas profissões, escolhi não ser apenas consultora de RH, mas Coach, uma profissão muito nova e que tem por prerrogativa que eu não tenho que ser uma especialista em gestão para atuar, basta eu ajudar o cliente através de perguntas e atividades de reflexão. Todo esse meu histórico me leva a crer que sou da tal “Geração Y”.

Falar sobre Geração Y também me lembrou do vídeo “All work and All play”, disponível do Youtube.

O vídeo retrata de forma muito didática as diferenças entre as gerações, as aspirações, motivações e sonhos de cada grupo – vale a pena tirar 10 minutos para assistir! Neste vídeo, a geração Y é chamada de “millennials”, aqueles que combinam paixão com trabalho e sucesso com prazer. O vídeo termina com a pergunta: “Você ama o que está fazendo neste momento?”

Por mais imediatista, imprevisível e ansiosa que seja a Geração Y, eu acredito que ela prega uma mensagem crucial. A mensagem de que, mais do que competentes funcionários, somos pessoas que sonham. E que, quando não sonhamos, vivemos um grande vazio interior. Para complementar a pergunta do vídeo, eu faria uma pergunta, antes: “Você sabe o que você ama?” Se não sabe, está na hora de começar a procurar!

Coluna RH na Web

Sobre Coluna RH na Web

JULIANA BRIDI GOBBI - Profissional com mais de 08 anos de experiência em gestão de pessoas, com amplo domínio dos subsistemas de RH. Formada em Administração pela Universidade Federal de Uberlândia. Especialista em Gestão Estratégica de Negócios pela Faculdade da Serra Gaúcha. Especialista em Gestão de Pessoas pela Fundação Getúlio Vargas. Certificação em Life and Professional Coaching pelo Instituto Brasileiro de Coaching. Analista comportamental habilitada pelo Instituto Brasileiro de Coaching. Consultora Organizacional da área de RH trabalha com Programas de Integração, Programa de Desenvolvimento de Líderes, Treinamento e Desenvolvimento, Plano de Cargos e Salários, Pesquisa Salarial, Gestão do Desempenho, Gestão de Clima. Trabalha com Coaching de Carreira e de Lideranças. Realiza mapeamento de tendências comportamentais através do Coaching Assessment, ferramenta com 97% de assertividade que possibilita reconhecer pontos fortes e pontos de melhorias profissionais.

Uma resposta a A geração Y e a (in)satisfação no trabalho

  1. Camila Lima disse:

    Amei o texto, mais uma vez Ju! Muito perspicaz. Me enquadro perfeitamente na Geração Y!

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